Pular para o conteúdo
Início
Simulador

Quanto custaria a cesta básica no governo do Bolsonaro?

Hoje, a cesta básica custa em média R$ 752,91 Fonte: DIEESE nas capitais. Se a comida subisse como no governo do Bolsonaro, custaria R$ 1.002,52.

+R$ 249,61por mês na mesma cesta

Comida no domicílio pelo IPCA Fonte: IBGE Fonte: IBGE e valor da cesta em setembro de 2026 Fonte: DIEESE.

Quanto a comida subiu

  • +56,16% no governo Bolsonaro, em 48 meses
  • +14,06% no governo Lula, em 45 meses (até setembro de 2026)
Alta da comida no domicílio (IPCA) em cada governoGoverno Bolsonaro: 56,16% em 48 meses; Governo Lula: 14,06% em 45 meses.Governo Bolsonaro (48 meses)+56,2%Governo Lula (45 meses)+14,1%

Alimentação no domicílio, IPCA Fonte: IBGE Fonte: IBGE Fonte: IBGE.

E se a comida subisse em qual ritmo?

Parte do ritmo mensal de alta do governo do Bolsonaro.

Se a comida subisse como no governo do Bolsonaro, a cesta básica custaria R$ 1.002,52 na média das 27 capitais, e não R$ 752,91: R$ 249,61 a mais por mês.

  • R$ 1.002,52 a cesta no governo do Bolsonaro
  • +R$ 249,61 a mais por mês
  • +R$ 2.995,29 a mais em 12 meses
Valor da cesta básica na média das 27 capitaisGoverno Lula (hoje): R$ 752,91. Governo do Bolsonaro: R$ 1.002,52.R$ 753Governo LulaR$ 1.003Governo do Bolsonaro

Com o mínimo só pela inflação, a cesta levaria 68% do salário mínimo, e não 46%.

Valor da cesta Fonte: DIEESE, mínimo de hoje Fonte: Diário Oficial e mínimo só pela inflação Fonte: IBGE. Veja como calculamos

Na sua capital

Quanto a cesta custaria a mais por mês em cada capital, como no governo do Bolsonaro.

Quanto a cesta básica custaria a mais por mês em cada capital, como no governo do BolsonaroSão Paulo: R$ 305,83 a mais; Florianópolis: R$ 303,55 a mais; Rio de Janeiro: R$ 302,83 a mais; Cuiabá: R$ 295,47 a mais; Porto Alegre: R$ 294,77 a mais; Curitiba: R$ 279,12 a mais; Vitória: R$ 274,88 a mais; Goiânia: R$ 267,87 a mais; Campo Grande: R$ 267,39 a mais; Belo Horizonte: R$ 266,21 a mais; Fortaleza: R$ 258,57 a mais; Brasília: R$ 256,53 a mais; Palmas: R$ 249,53 a mais; Belém: R$ 242,55 a mais; Macapá: R$ 238,70 a mais; Boa Vista: R$ 231,98 a mais; Teresina: R$ 231,59 a mais; São Luís: R$ 229,73 a mais; Porto Velho: R$ 229,16 a mais; Rio Branco: R$ 224,89 a mais; Manaus: R$ 224,17 a mais; Recife: R$ 219,96 a mais; João Pessoa: R$ 218,87 a mais; Natal: R$ 210,72 a mais; Salvador: R$ 210,41 a mais; Maceió: R$ 209,28 a mais; Aracaju: R$ 194,86 a mais.São Paulo+R$ 305,83Lula R$ 922,51 → Bolsonaro R$ 1.228,34Florianópolis+R$ 303,55Lula R$ 915,62 → Bolsonaro R$ 1.219,17Rio de Janeiro+R$ 302,83Lula R$ 913,46 → Bolsonaro R$ 1.216,29Cuiabá+R$ 295,47Lula R$ 891,24 → Bolsonaro R$ 1.186,71Porto Alegre+R$ 294,77Lula R$ 889,15 → Bolsonaro R$ 1.183,92Curitiba+R$ 279,12Lula R$ 841,93 → Bolsonaro R$ 1.121,05Vitória+R$ 274,88Lula R$ 829,14 → Bolsonaro R$ 1.104,02Goiânia+R$ 267,87Lula R$ 808,01 → Bolsonaro R$ 1.075,88Campo Grande+R$ 267,39Lula R$ 806,56 → Bolsonaro R$ 1.073,95Belo Horizonte+R$ 266,21Lula R$ 802,99 → Bolsonaro R$ 1.069,20Fortaleza+R$ 258,57Lula R$ 779,96 → Bolsonaro R$ 1.038,53Brasília+R$ 256,53Lula R$ 773,78 → Bolsonaro R$ 1.030,31Palmas+R$ 249,53Lula R$ 752,68 → Bolsonaro R$ 1.002,21Belém+R$ 242,55Lula R$ 731,62 → Bolsonaro R$ 974,17Macapá+R$ 238,70Lula R$ 720,01 → Bolsonaro R$ 958,71Boa Vista+R$ 231,98Lula R$ 699,75 → Bolsonaro R$ 931,73Teresina+R$ 231,59Lula R$ 698,55 → Bolsonaro R$ 930,14São Luís+R$ 229,73Lula R$ 692,94 → Bolsonaro R$ 922,67Porto Velho+R$ 229,16Lula R$ 691,25 → Bolsonaro R$ 920,41Rio Branco+R$ 224,89Lula R$ 678,35 → Bolsonaro R$ 903,24Manaus+R$ 224,17Lula R$ 676,18 → Bolsonaro R$ 900,35Recife+R$ 219,96Lula R$ 663,48 → Bolsonaro R$ 883,44João Pessoa+R$ 218,87Lula R$ 660,21 → Bolsonaro R$ 879,08Natal+R$ 210,72Lula R$ 635,60 → Bolsonaro R$ 846,32Salvador+R$ 210,41Lula R$ 634,67 → Bolsonaro R$ 845,08Maceió+R$ 209,28Lula R$ 631,28 → Bolsonaro R$ 840,56Aracaju+R$ 194,86Lula R$ 587,76 → Bolsonaro R$ 782,62

Valor da cesta em cada capital Fonte: DIEESE e alta da comida no IPCA Fonte: IBGE.

Por que a comida subia mais no governo do Bolsonaro

Duas regras do governo do Bolsonaro ajudavam a deixar a comida mais cara.

Sem estoques públicos de alimentos

A Conab, empresa do governo federal, compra comida quando o preço está baixo e vende quando sobe. Isso ajuda a segurar a inflação dos alimentos Fonte: Forbes.

No governo do Bolsonaro, a Conab não comprou comida para os estoques públicos: a compra só voltou em junho de 2023, depois de 6 anos Fonte: Agência Brasil. Em 2019, fechou 27 dos seus 92 armazéns Fonte: Agência Câmara, porque o governo achava os estoques públicos caros e ultrapassados Fonte: Forbes.

Diesel pelo preço de importação (PPI)

No governo do Bolsonaro, a Petrobras seguia o preço de importação Fonte: Petrobras. Com essa regra hoje, o diesel subiria R$ 2,96 por litro, 40% a mais Fonte: Abicom Fonte: ANP.

A comida chega ao mercado de caminhão. Por lei, o piso do frete sobe sempre que o combustível sobe 5% ou mais Fonte: Diário Oficial. Diesel mais caro vira frete mais caro, e frete mais caro vira comida mais cara.

Essas regras podem voltar com Flávio Bolsonaro

O coordenador do plano econômico de Flávio, Adolfo Sachsida, foi ministro de Minas e Energia do governo Bolsonaro em 2022, quando a Petrobras seguia o preço de importação Fonte: Forbes. Flávio critica a política de preços atual da Petrobras, que chama de "uso eleitoreiro", e diz que, quando acabar a ajuda do governo Lula ao diesel, o litro "já pode subir em torno de R$ 2,00" Fonte: Estadão. Se as regras do governo do Bolsonaro voltarem, sem estoques públicos e com o diesel pelo preço de importação, a comida volta a subir mais.

A fome voltou no governo do Bolsonaro e caiu no governo Lula

O Brasil tinha saído do Mapa da Fome da ONU em 2014. Voltou a ele em 2021, no governo do Bolsonaro, e saiu de novo no relatório de 2025, no governo Lula Fonte: ONU (FAO). Em julho de 2026, a ONU confirmou que o país continua fora Fonte: Agência Brasil.

Pessoas que passavam fome ou tinham de comer menos ou pior
Insegurança alimentar moderada ou grave, em % da populaçãoGoverno do Bolsonaro, 2020 a 2022: 22,1%. Governo Lula, 2023 a 2025: 9,6%, 20,3 milhões de pessoas.Governo do Bolsonaro (2020–2022)22,1%Governo Lula (2023–2025)9,6%20,3 milhões de pessoas

Insegurança alimentar moderada ou grave, média de 3 anos, FAO Fonte: Agência Brasil.

Pessoas sem dinheiro para uma alimentação saudável
Sem dinheiro para uma alimentação saudável, em % da populaçãoGoverno do Bolsonaro, 2021: 31,1%, 65,3 milhões de pessoas. Governo Lula, 2025: 21,1%, 44,8 milhões de pessoas.Governo do Bolsonaro (2021)31,1%65,3 milhões de pessoasGoverno Lula (2025)21,1%44,8 milhões de pessoas

2021 foi o pior ano da série da FAO, que começa em 2017 Fonte: Agência Brasil.

Pelo IBGE, os lares com algum grau de insegurança alimentar caíram de 27,6% em 2023 para 24,2% em 2024: 2,2 milhões de lares a menos Fonte: Agência Brasil.

Compartilhe esta conta

Veja também

  • Carrinho de supermercado

    +R$ 497,18 na compra da quinzena de uma família de 4 pessoas Fonte: DIEESE

    Carrinho de supermercado no governo do Bolsonaro: quanto dá?

  • Aposentadoria e BPC

    −R$ 171,58 por mês no BPC desvinculado desde 2023 Fonte: IBGE

    Aposentadoria e BPC sem o mínimo: quanto você perderia?

Atualizado em

Publicado em
Valor usado